O Visto Países Amigos permite ao brasileiro obter residência no Panamá sem abrir empresa e sem investir, por 3.380 USD no total para o titular com nossa equipe parceira. A residência é provisória primeiro (em até uns 6 meses) e depois permanente.
O que é o Visto Países Amigos e por que o Brasil está na lista
O Países Amigos (Friendly Nations) é uma via de residência do Panamá aberta a cerca de 50 nacionalidades, entre elas a brasileira. Ao contrário de outras vias, não pede capital investido nem uma sociedade constituída. Para quem tem renda no exterior e quer uma base fora do Brasil, é uma das portas de entrada mais simples do país.
Nos processos que acompanhamos na Cidade do Panamá com nossa equipe parceira, La Conciergerie Panamá (site em francês), é uma das vias que mais aparecem entre profissionais liberais e empresários que querem uma segunda residência sem estrutura societária.
Como funciona o vínculo econômico: a oferta de emprego
O Panamá quer ver um vínculo econômico com o país. No Países Amigos, esse vínculo é uma oferta de emprego carimbada no Ministério do Trabalho, preparada pelo advogado. É o instrumento formal que sustenta o pedido, e por isso o custo inclui uma linha própria de documentos da oferta.
Custo real em 2026
O custo total com nossa equipe parceira é de 3.380 USD por titular. A tabela mostra de onde vem cada parte.
| Item | Valor (USD) |
|---|---|
| Honorários | 1.600 |
| Custos de governo e cartório (incluem o cheque administrativo de B/. 800 ao Serviço Nacional de Migração e o de B/. 250 ao Tesouro Nacional) | 1.400 |
| Documentos da oferta de emprego | 350 |
| Traduções | 30 |
| Total por titular | 3.380 |
Cada dependente custa 2.200 USD a mais. Para uma família de quatro (titular, cônjuge e dois filhos), a conta é 3.380 + 3 × 2.200 = 9.980 USD. São elegíveis o cônjuge legalmente casado, os filhos menores de 18 anos e os filhos maiores estudantes, com comprovante de estudo.
Documentos que se pedem de verdade
A lista do titular é curta, mas os expedientes costumam travar nos detalhes de forma:
- Passaporte com pelo menos 6 meses de validade (você entra no Panamá com esse passaporte).
- Antecedentes criminais apostilados, do Brasil ou do país de residência legal.
- 5 fotos 3x4.
- Formulário de antecedentes pessoais.
- Segundo documento de identidade (RG ou CNH).
O atestado de saúde e a conferência do passaporte são feitos no Panamá, depois da sua chegada.
Apostilamento dos antecedentes criminais e segundo documento
No Brasil, a apostila é feita em cartório. Como as certidões de antecedentes têm validade limitada, o mais prudente é pedi-las perto da data da viagem e apostilar logo em seguida. Para o segundo documento, tanto o RG quanto a CNH servem; confira que os seus dados coincidam com os do passaporte para evitar observações no expediente.
Dependentes: certidões apostiladas e declaração bancária
Para cônjuge e filhos, entram as certidões de casamento e de nascimento apostiladas. Além disso, pede-se uma declaração de banco local, com saldo de cerca de 5.000 USD, em nome do titular. Esse é o ponto que mais surpreende as famílias, porque exige ter conta no Panamá antes de fechar o expediente.
Prazos: provisória, permanente e naturalização
A residência provisória sai em até uns 6 meses. Depois vem a permanente, e a naturalização é possível 5 anos após a permanente. Quem quer a permanente direta, sem passar pela provisória, precisa de outra via: Pensionado ou Investidor Qualificado (veja a comparação abaixo).
Viagem e conta bancária: o que se faz à distância e o que exige ir ao Panamá
É preciso viajar para dar entrada e retirar o carnê. Nos processos que acompanhamos, o titular viaja pelo menos uma vez. A boa notícia é que a primeira conta bancária costuma ser aberta à distância, antes de você chegar, com bancos com que nossa equipe parceira trabalha. Isso também resolve a declaração bancária exigida para os dependentes. Cada banco decide se aceita o perfil, e nenhum processo deve ser planejado como se a abertura estivesse assegurada.
Tributação territorial do Panamá e a Saída Definitiva na Receita Federal
O Panamá aplica tributação territorial: só a renda de fonte panamenha paga imposto de renda. A renda de fonte estrangeira não paga imposto de renda no Panamá. A moeda é o dólar americano (o balboa circula ao par) e o ITBMS, o IVA local, é de 7 % em geral.
Agora, o ponto que mais gera confusão para o brasileiro: obter residência no Panamá não encerra sozinho a sua residência fiscal no Brasil. Para isso é preciso fazer a Comunicação de Saída Definitiva do País e entregar a Declaração de Saída Definitiva do País (DSDP) à Receita Federal. Sem esse passo, você pode continuar sendo tratado como residente fiscal e declarando a renda mundial no IRPF. Explicamos o roteiro, escrito a partir da perspectiva de quem sai para o Paraguai, em nosso guia de saída definitiva do Brasil passo a passo; a lógica da Receita é a mesma qualquer que seja o destino. Vale também ler sobre residência fiscal: forma ou substância dos vínculos, porque o fisco olha para os seus laços reais com o Brasil, e não só para o papel.
Erros comuns nos processos que acompanhamos
- Passaporte com menos de 6 meses de validade. Obriga a renovar antes de começar.
- Documentos sem apostila. Os antecedentes criminais sem apostila são devolvidos e atrasam o processo.
- Entrar no Panamá com outro passaporte. A entrada deve ser feita com o mesmo passaporte do expediente.
- Esquecer a declaração bancária dos dependentes. O saldo de cerca de 5.000 USD precisa estar em banco local e em nome do titular.
- Achar que a residência encerra o IRPF. Como vimos, a saída fiscal do Brasil é um trâmite à parte.
Países Amigos, Pensionado, Investidor Qualificado ou Paraguai: qual via faz sentido
Cada via responde a um perfil. O Países Amigos serve a quem não tem pensão nem capital para investir. O Pensionado é a opção de quem recebe pensão vitalícia. O Investidor Qualificado exige imóveis a partir de 500.000 USD desde 15 de outubro de 2026 (até essa data o piso era 300.000 USD), ou 500.000 USD em valores, ou 750.000 USD em depósito a prazo, com o investimento mantido por pelo menos 5 anos. O visto de trabalhador remoto (36.000 USD por ano de renda estrangeira, 9 meses, renovável uma vez) é um visto, e não uma residência.
| Via | Requisito mínimo | Custo total do trâmite | Prazo | Permanente direta? | Presença exigida | Renda estrangeira | Nacionalidade |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Panamá Países Amigos | Oferta de emprego carimbada | 3.380 USD + 2.200 USD por dependente | Provisória em até uns 6 meses | Não | Ao menos uma viagem | Não tributada | 5 anos após a permanente |
| Panamá Pensionado | Pensão vitalícia de 1.000 USD/mês | 2.000 USD | Uns 3 meses | Sim | Viagem para dar entrada e retirar o carnê | Não tributada | Contada a partir da permanente |
| Panamá Investidor Qualificado | Imóveis a partir de 500.000 USD (desde 15/10/2026) | 14.050 USD (+ 4.050 USD por dependente) | Uns 3 meses | Sim | Viagem para dar entrada e retirar o carnê | Não tributada | Contada a partir da permanente |
| Paraguai temporária (Acordo Mercosul) | Sem investimento | Taxa DNM de G. 2.230.040; nosso serviço custa 2.500 USD tudo incluído | 2 anos, depois permanente | Não | Trâmite presencial | Regra geral territorial (Lei 6380/2019) | Ao menos 3 anos de radicação |
Uma leitura honesta: o Paraguai costuma sair mais barato e fica mais perto para o brasileiro, com a vantagem do Acordo Mercosul. O Panamá oferece a permanente em prazos menores nas vias Pensionado e Investidor, e a economia em dólar. Nenhuma das duas é melhor em abstrato: depende de onde você vai viver de fato, de quanto tempo vai passar fora do Brasil e do seu perfil de renda. Se quiser entender a ordem dos passos do lado paraguaio, veja residência no Paraguai para brasileiros: por onde começar.
Este conteúdo é informativo e não constitui assessoria jurídica ou tributária. Consulte um profissional habilitado no Brasil e no país de destino antes de decidir. As regras e os valores podem mudar, e cada órgão e cada banco decide segundo seus próprios critérios.